quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Olá pessoal! 

Desculpem-nos a demora por atualizações! Estamos aqui, na luta pra fazer um Erecic inesquecível pra vocês! E aí, vamos lá? Preparados para mais um tour na bela cidade do RECIFE???? Hoje vou falar das pontes e mercados......Vamos começar pelos mercados! 

Mercados do Recife

 A vida pulsa nos mercados públicos do Recife. São parte de sua identidade. Emprestam-lhe charme e revelam o caráter de sua gente, seus hábitos, costumes, sua cultura. Conferem tradição. São José, Madalena, Boa Vista, Encruzilhada, Casa Amarela, Santo Amaro... São 17 ao todo, alguns com anexos, somando 2.277 boxes. Cada qual com sua personalidade e importância na vida da comunidade. E é uma alternativa de consumo e lazer. Conheça um pouco da história dos principais deles.

Mercado de São José

A arquitetura em ferro é típica do século XIX. A inspiração veio do mercado público de Grenelle, em Paris. O projeto, elaborado por encomenda da Câmara Municipal do Recife, provavelmente é de Victor Lenthier, engenheiro da casa, à época. O detalhamento ficou a cargo do engenheiro Louis Léger Vauthier, contratado também para acompanhar a execução das estruturas de metal na França. A inauguração se deu às 11 horas do dia 7 de setembro de 1875, uma quinta-feira. É um dos monumentos pernambucanos, reconhecido e tombado pelo Patrimônio Histórico.

O mercado de São José ocupa uma área coberta de 3.541 metros quatrados. Mede 48,88 m de frente por 75,44 m de fundo. O prédio é formado por dois pavilhões, com 377 compartimentos de diversos produtos; 27 pedras de peixe; 34 barracas internas – para vender comidas e caldo de cana – e outras 70 espalhadas pela calçada do pátio. Atualmente, são 545 boxes no total. Artesanato em barro, corda e palha fazem do mercado polo de atração turística. É, também, ponto tradicional do comércio de pescado. Semanalmente são vendidos, ali, cerca de 1,3 toneladas de peixe e 400 kg de crustáceos.

Em 1787, o local onde está instalado, na Praça Dom Vital ou Praça do Mercado, no Bairro de São José, chamava-se Ribeira de São José. Ao longo de mais de 125 anos de história, o Mercado de São José sofreu várias reformas. A primeira delas, em 1906, levou dez meses. Em 1941, foram substituídas as venezianas de madeira e vidro por combogós de cimento, mais duráveis. Em novembro de 1989, um incêndio destruiu parte do mercado, danificando-lhe a estrutura. A reconstrução somente veio a ocorrer quatro anos mais tarde. A obra durou um ano e, em 12 de março de 1994, ele foi reinaugurado com grande festa. Em 1998, o mercado foi novamente restaurado.

Nos vários corredores deste histórico mercado público tem de tudo um pouco, desde o artesanato às ervas medicinais e artigos de umbanda. Uma interessante opção para quem deseja conhecer a “sorte” são os búzios e o tarô jogados no Mercado. Praça Dom Vital, s/n, Bairro de São José. Tel.: (81) 3355-3022 (posto de informações turísticas). Funcionamento: 6h/18h (seg. a sáb.); e 6h/12h (dom. e feriados)




Mercado da Madalena

O Bairro da Madalena é local de grande importância histórica. Foi rentável zona açucareira do Recife antigo. As terras foram doadas por Duarte Coelho ao cunhado Jerônimo de Albuquerque. Depois de sua morte, foram divididas entre os filhos que, por sua vez, as passaram adiante. Uma dessas partes foi adquirida por Pedro Afonso Durol, casado com dona Madalena Gonçalves Furtado. Ali o proprietário implantou um engenho de açúcar, movido por animais. A propriedade, onde se construiu o Sobrado Grande de São João Alfredo - casa grande do engenho -, ficou conhecida como Passagem de D. Madalena.

A construção do mercado teve início em 6 de fevereiro de 1925, e a inauguração se deu no mesmo ano. No local se reunia um aglomerado de feirantes, que ali vendiam frutas e verduras, sem qualquer interferência por parte da prefeitura. Funcionava à noite e, por isso, recebeu o nome de Mercado do Bacurau. O horário noturno atraía, além de comerciantes, boêmios, que buscavam um local vivo nas noites provincianas do Recife. Nos fins de semana, o movimento era mais intenso durante o dia, com destaque para o comércio de comidas típicas: mungunzá, tapioca, cuscuz com café, e o saboroso sarapatel de Manoel Mendes.

No mercado original só havia compartimentos na parte periférica. No centro, havia grandes pedras, em áreas cobertas, onde se comercializavam frutas e verduras. Mais tarde, com a ampliação do espaço, as pedras foram substituídas por boxes e, na ala sul, passou a funcionar uma cooperativa, que comprava produtos vindos do interior. Hoje, são 180 compartimentos, que oferecem alimentos variados: frutas, verduras, legumes, cereais, carnes e peixe. A parte onde funciona a administração conserva a estrutura original. Alterou-se, apenas, a parte térrea, onde funcionavam os sanitários e o depósito.

O Mercado da Madalena fica no bairro de mesmo nome, Praça Solange Pinto Melo, Rua Real da Torre. Ainda hoje é ponto de encontro de boêmios. Ali, eles vão tomar a saideira e recuperar as energias dispendidas nas noitadas com um bom cuscuz com bode guizado, sarapatel, a famosa (e deliciosa) macaxeira com carne de sol, e outras guloseimas da cozinha regional. Seu reforçado café da manhã também reúne os baladeiros da cidade, que tomam a saideira na "Confraria dos chifrudos", que sempre serve uma cerveja beeeem gelada! Fica ao lado da tradicional Feira dos Passarinhos. Rua Real da Torre, 270, Madalena. Tels.: (81) 3445-1170/0743. Funcionamento do Mercado: 6h/17h30 (seg. a sáb.); e 6h/13h (dom. e feriados). Funcionamento da Praça de Alimentação: 24h





Mercado da Boa Vista

O Mercado da Boa Vista e tão antigo quanto o de São José. Não se sabe, ao certo, a data de sua inauguração. Entretanto, no livro Recife, a Capital do Estado de Pernambuco, editado em novembro de 1889, Barbosa Viana informa: Além do Mercado de São José, tem o município o Mercado da Boa Vista, que atualmente não funciona, mas que a municipalidade cogita reabrir.

De fato, o mercado foi totalmente reformado e reinaugurado em 02 de dezembro de 1946. Antônio Pereira era o prefeito da cidade e Otávio Correia o governador de Pernambuco. Passaria por outras reformas, em 1991 e 1994. Possui 63 boxes, que comercializam cereais, verduras, frutas e legumes, carnes, aves e frios, além de ervas e armarinhos. Há nove bares, que servem comida regional no café da manhã, almoço e jantar. A clientela é formada, principalmente, por sindicalistas e políticos, que se deliciam com o famoso patinho cozido no feijão preto.

Localizado à Rua de Santa Cruz, no Bairro da Boa Vista, sabe-se que o local foi estrebaria e Cemitério da Capela, hoje transformada em Igreja de Santa Cruz. Ali funcionou um mercado de escravos. Onde hoje é o compartimento nº 1, os servos eram chicoteados.

Ponto de encontro de carnavalescos, intelectuais e poetas, tem suas tardes dos sábados transformadas em informais recitais de poesia. Rua de Santa Cruz, s/n, Boa Vista. Tel.: (81) 3355-3042. Funcionamento: 6h/18h (seg. a sáb.); e 6h/14h (dom. e feriados).




Pontes do Recife

Numa cidade conhecida como a Veneza Brasileira era de se esperar que a sua paisagem fosse dominada por inúmeros canais e rios, e por pontes que causassem suspiros. Pois é exatamente isso que se vê: dezenas de lindas pontes, cortando inúmeros rios e canais, provocando admiração em turistas e recifenses. 

Consideradas recentemente pelos habitantes de Recife como o símbolo da Cidade, as pontes além de funcionais são românticas, bonitas e aconchegantes. As belas pontes da Capital pernambucana fazem parte da História do Brasil e são o cartão postal da cidade! Vamos conhecê-las????

Ponte Giratória



(Que não gira mais!!!) Está situada no local onde existiu a Ponte Giratória (1923), a qual, abrindo-se, dava passagem às barcaças carregadas de açúcar para o cais de Santa Rita. Inaugurada a 10 de março de 1971, como Ponte 12 de Setembro, recuperou o antigo nome em 19 de setembro de 2003. A ponte dá acesso ao Bairro do Recife, o mais antigo dos bairros da cidade.














Ponte 6 de Março

Conhecida como Ponte Velha, é bela em suas proteções de ferro trabalhado e velhos lampiões. Localizada próxima à ponte está  a Casa da Cultura de Pernambuco. Inaugurada em 6 de março de 1921, seu nome, Ponte 6 de Março, é uma homenagem da cidade do Recife ao dia em que irrompeu a Revolução Pernambucana de 1817. Esta data representa, entre as lutas libertárias travadas em Pernambuco, uma das mais importantes páginas do heroísmo de nosso povo.

Em 1976, a ponte sofreu reformas: recuperação e ampliação de sua faixa de rolamento, alargamento dos passeios e total recuperação do sistema de iluminação. Foram preservadas as suas características originais, principalmente no que se referem aos gradis, postes de ferro fundido, lampiões e passeios laterais em ladrilho.

Em 2005, técnicos da Prefeitura do Recife constataram a necessidade da recuperação estrutural da Ponte 6 de março e as obras para este fim foram iniciadas neste mesmo ano.

A população recifense e até alguns jornais chamam a Ponte 6 de março de Ponte Velha ou Antiga Ponte Velha. Talvez por sua semelhança à configuração da antiga ponte que Nassau mandou construir ou por estar localizada em frente a popular rua Velha.












Ponte Buarque de Macedo 

Inaugurada em 1890, liga o Bairro do Recife ao de Santo Antônio, área em que se destacam o belo conjunto arquitetônico da Praça da República (Teatro Santa Isabel - 1850, Palácio da Justiça, Palácio do Campo das Princesas - 1843, sede do Governo Estadual, e antiga sede do Liceu de Artes e Ofícios - 1880); e a Rua do Imperador, com o Museu Franciscano de Arte Sacra e a sua Capela Dourada (1696/1724), representativo exemplo do barroco no Brasil.




Ponte Maurício de Nassau

è a ponte mais antiga da América Latina. Instalada no local onde existiu a primeira ponte do Brasil, construída a mando do Conde Maurício de Nassau, governador do Brasil Holandês. Visando reduzir o custo da obra, Nassau resolveu cobrar pedágio, usando como argumento a promessa de que, no dia da inauguração, o público veria um boi voar. A ponte foi inaugurada em 1643 com uma grande festa e o episódio do boi voador - não um boi verdadeiro, mas um animal empalhado, preso por cordas e mastros ocultos numa das janelas do Palácio de Friburgo.





Ponte Duarte Coelho

A ponte foi construída originalmente em 1868 pela companhia Brazilian Company Limited. A sua estrutura era completamente metálica.e servia como suporte ao transporte ferroviário de trens urbanos. Em 1915 foi desativada pelo seu mau estado de conservação, e, no mesmo ano, iniciou-se a construção da ponte que a substituiria.

A segunda ponte foi inaugurada em 1943 e tem sua estrutura em concreto armado. Foi destinada ao tráfego de carros e está em funcionamento até hoje.

Ela também é ponto de apoio no desfile do Galo da Madrugada, que passa próximo a ela, saindo da Rua do Sol e seguindo pela Avenida Guararapes. Todos os anos, nesse desfile, é erigida uma escultura do galo sobre a ponte.













Ponte de Santa Isabel

A ponte Santa Isabel, no Recife, situada sobre o Rio Capibaribe, vai da rua do Sol à Rua da Aurora, no trecho entre a Praça da República e a rua Princesa Isabel, ligando os bairros de Santo Antônio e da Boa Vista.

Inaugurada no dia 2 de dezembro de 1863, durante a administração do conselheiro João Silveira de Souza, a ponte foi reconstruída, em 1913, no governo de Dantas Barreto, quando era prefeito da cidade o Sr. Eudoro Correia.

Há controvérsias sobre o seu verdadeiro nome. Muitos recifenses a chamam equivocadamente de ponte Princesa Isabel, porém, apesar de não ter placa, o nome Santa Isabel é ratificado por historiadores importantes, além de constar em fontes históricas antigas. Uns poucos pesquisadores afirmam, ainda, que o seu verdadeiro nome seria ponte Pedro II.











Ponte da Boa Vista

Considerada a ponte mais original do Recife, tem história que remonta ao tempo dos holandeses. Ganhou seu aspecto atual na segunda metade do século XIX, quando adquiriu estrutura de ferro.

Considerada a ponte mais típica e original do Recife, ela liga atualmente a rua Nova, no bairro de Santo Antônio, à rua da Imperatriz, na Boa Vista. Sua origem é do tempo dos holandeses. Em 1640, o príncipe Maurício de Nassau mandou construir uma ponte por onde os moradores pudessem atravessar o Rio Capibaribe, do continente para a ilha de Santo Antônio, e desta para o Recife, indo e voltando continuamente sem estorvo.

Foi construída em sete semanas, de madeira resistente e era guarnecida por parapeitos, para que não detivessem o caminho do rio quando as águas subissem, principalmente nas luas cheias. Segundo documento de 1699, media 3.000 palmos. Essa primeira ponte da Boa Vista resistiu por um século, e poderia ter resistido mais, se o governador da província de Pernambuco, Henrique Luís Pereira Freire (1737-1746), não a tivesse destruído para construir uma outra em local diferente, nos meados do século XVIII. 

Com estrutura inteiramente metálica, fabricada na Inglaterra, toda em ferro batido, a nova ponte foi inaugurada no dia 7 de setembro de 1876. Media 145,10 m de comprimento por 13,224 m de largura, com duas passarelas laterais de 2 m de largura, destinadas aos pedestres, e um vão central para veículos e animais, medindo 7,70 m. Com a aparência de uma ponte ferroviária é muito semelhante a Ponte Nova, de Paris, construída, em 1578, no reinado de Henrique III.

Existem nas suas quatro pilastras de entrada, diversas inscrições que registram datas e fatos históricos relevantes de Pernambuco e do Brasil, como a invasão dos holandeses (1630); as Batalhas das Tabocas, de Casa Forte (1645) e dos Guararapes (1648-1649); a restauração de Pernambuco (1654); a Guerra dos Mascates (1710); a Revolução de 1817; a Confederação do Equador (1824); a abdicação de Pedro I e início do reinado de Pedro II (1831).













Espero que tenham gostado desse post! 
Em breve, falaremos sobre os barzinhos legais e sobre os museus...... Tudo para deixar o Recife mais interessante pra você!
Erecic 2012, Recife tá com tudo!!!!
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